
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
BOSSA NOVA

domingo, 28 de dezembro de 2014
HOJE É 23

BEBER SAUDADE

FOLHA NOVA

domingo, 20 de julho de 2014
MAIS DO QUE UMA SIMPLES CURTIDA

terça-feira, 8 de julho de 2014
AS GUARDADAS

sexta-feira, 4 de julho de 2014
PELO DIREITO DE CHORAR
Cocktail Party
Não
tenho vergonha de dizer que estou triste,
Não
dessa tristeza ignominiosa dos que, em vez de se matarem, fazem poemas:
Estou
triste por que vocês são burros e feios
E
não morrem nunca...
Minha
alma assenta-se no cordão da calçada
E
chora,
Olhando
as poças barrentas que a chuva deixou.
Eu
sigo adiante. Misturo-me a vocês. Acho vocês uns amores.
Na
minha cara há um vasto sorriso pintado a vermelhão.
E
trocamos brindes,
Acreditamos
em tudo o que vem nos jornais.
Somos
democratas e escravocratas.
Nossas
almas? Sei lá!
Mas
como são belos os filmes coloridos! (Ainda mais os de assuntos bíblicos...)
Desce
o crepúsculo
E,
quando a primeira estrelinha ia refletir-se em todas as poças d'água,
Acenderam-se
de súbito os postes de iluminação!
Outro dia alguém publicou nas
redes sociais uma lista de coisas
maravilhosas e uma delas era: “Não lembrar a última vez que chorou”. Achei
péssimo. Como alguém pretende viver com um mínimo de humanidade se não lembra a
última vez que chorou? Eu lembro. Foi ontem. E não me acho a última das
criaturas por isso, muito pelo contrário. Chorar faz parte da natureza humana.
Se choro é porque sou transparente, sincera e corajosa, não sou
hipócrita de ficar o tempo dizendo que estou transbordando de felicidade quando
não estou. Choro na frente das minhas filhas, sempre, sem medo de demonstrar
fraqueza, e daí? Quem nunca foi fraco? Todo mundo posta que está sempre feliz
na rede, que é forte, otimista cem por cento, tudo bem. Mas eu não acredito neles.
Quem nunca escutou esta pérola? ”Todo mundo tem problemas, precisa ver minha
colega, consegue falar disso sempre rindo.” Não admiro nem um pouco este tipo
de pessoa, é muito mais humano mostrar que você chora, que sabe aceitar o luto
para que possa depois viver a alegria, só que uma alegria inteira, de verdade.
Que sociedade é essa que só valoriza o sorriso? Eu agradeço a Deus todas as
vezes que chorei, pois me sinto mais GENTE quando faço isso...Deve ser
problemático alguém que não consegue chorar. Não é da natureza humana. Mas as
pessoas não querem mais perder tempo consolando amigos, então condenam toda a
espécie de sofrimento. Falta paciência em escutar, tempo pra telefonar (melhor
postar um comentário), disposição para ajudar e coragem de admitir que também
sofre. Se no momento mais importante eu não falei pessoalmente, é porque não
sou amigo. Recadinho pela internet nunca vai substituir aquele amigo que liga,
que ajuda, que se preocupa, que não acha bobeira o que você está passando. E
daí que os outros têm problemas maiores? Eu levanto esta bandeira: Quero ter o
direito de chorar!
quarta-feira, 11 de junho de 2014
INFINITIVO PLURAL

domingo, 23 de março de 2014
PALCO E PLATEIA

sábado, 8 de março de 2014
Ser mais mulher...

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
SÓ OS LOUCOS CONTAM ESTRELAS

sábado, 4 de janeiro de 2014
AMANDAS
Ela tinha suas esquisitices. Boca nua, lábios crus e palavra gasta. Nunca soube quem gostasse. Embora a moda fosse bolo sem confeitar a pedra esculpida sempre levara mais jeito. E a carcaça sempre cheirou mal ao contrário da carne viva. Ela sempre foi assim. Mas como as temperaturas sobem a cinquenta, os ânimos também avalancam-se entre as ancas de quem te pariu mas hoje nem sabe por onde andas. Amandas. Era uma e súbitas muitas que acotovelavam-se na cútis molenga e desvairada como sempre fora. Mas os planos de celular sempre cobrem todos os serviços e agora não há quem leve susto na conta mas ela leva mesmo assim para que não perca o costume de acostumar-se com algo assim que parece fugidio (por que sempre escrevo esta palavra?) mas na verdade já foi, jogou o chip fora, mudou de número, de operadora e esqueceu completamente de propósito que existia portabilidade. Deve ser porque Amandas sempre odiou tecnologia, pois por causa dela tinha de abandonar seu walkman, desfazer-se de seu carro que já era da família (tinha até apelido) e sacrificar seu cachorro porque estava doente e este mundo não suporta os doentes, gordos, feios, esquisitos, os não- consumistas, os não-felizes do facebook ... Este mundo não suporta gente, a de verdade. Esquisitices à parte, amands ( assim mesmo, minusculizada e abreviada) escreve cartas à mão, não ouve mais o Jorge, parou com a dieta da proteína, ainda teima em telefonar para os amigos no dia do aniversário, lembra de cor o número da mãe, sonha com paninhos de crochê na mesinha de centro (passou a odiar a moda clean) coleciona jornal velho com matéria re-lida e tem medo de dormir sozinha no escuro. Ali-menta-da, ela morre de fome.
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
CAIXA

Escrevo pela possibilidade de abrir uma caixa em lugar onde seja terminantemente proibido guardar. Não se guarda papel de presente amassado, embalagem de bombom, fotos antigas... A decoração é sempre clean. Não há espaço para fundos de gaveta nem lembranças de viagem. O escritor mais lido não tem livros em suas estantes. Há arquivos no computador, mas estão quase sempre na mira da perdição. Uma pane no HD e adeus memória, foto, registro e tudo o mais. Mesmo assim, eu abro a caixa. Nem sei direito o que de lá se dá ao direito de sair, mas abro assim mesmo. Quem me acompanha?
sábado, 7 de setembro de 2013
SEXO VERBAL
segunda-feira, 1 de julho de 2013
CORDA
Escolhi andar na corda .
Até que
me equilibrava bem ,
a falta daquela palavra
sempre me
sustentou. Viradas de calcanhar e titubeios
faziam parte . Nunca
reclamei. Mas agora
a tal palavra
que sempre
faltou saiu do silêncio onde sempre
morou e o pé foi além
do falsear . Não
acreditei. Achei que não havia ouvido
direito e pisei fundo ,
firme . Foi então
que eu
caí. E neste espaço entre
a corda e o chão ,
quando o vento
me corre a pele
de leve às vezes ,
às vezes impetuoso ,
aproveito para pensar
se ainda quero corda ,
se não prefiro ponte
de madeira , passarela
de concreto ... Lá
do outro lado
talvez as portas
estivessem todas abertas , quem sabe? O fato
é que ainda
não cheguei ao chão .
Há tempo para
que decidas se colocas ou não a rede lá embaixo . No meio
do caminho me
aparecem balões de gás
hélio , cipós ,
teias de aranha ,
galhos , escadas
de emergência ; mas
a rede , a rede
que me
salvará só tu
podes colocar no lugar .
O ar me
entra boca adentro .
Vejo-te assistindo a cena de um andaime , do outro lado . Teu olhar tranqüilo me anuncia que já preparaste a minha
cama . Encheste a bolha
de sabão que
me en-caminhará de volta
à corda . Velocidade
mais alta ,
olhos ardem e... agarro a teia .
domingo, 16 de junho de 2013
ENTREATOS

CORAÇÃO ENXUTO

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